Fernando Santos, de seu nome completo Fernando Manuel Fernandes da Costa Santos, nasceu em Lisboa (rapaz da zona da Penha de França) a 10 de outubro de 1954, e é atualmente o selecionador nacional de Portugal.

Na sua carreira de treinador, passou pelos 3 grandes de Portugal, tendo sido apenas campeão no FC Porto. A nível internacional passou pela Grécia, onde para além da seleção deste país passou pelo AEK, Panathinaikos e o PAOK.

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No regresso a Portugal, Fernando Santos reencontrou-se com os títulos. E que títulos. 2016 marca o ano da conquista do primeiro europeu de futebol por parte da equipa das quinas. Um golo do herói improvável Éder, fez um país, e um português em qualquer parte do mundo, gritar mais alto do que alguma vez gritou.

Em 2018 voltou a ganhar. O quê? A primeira Liga das Nações para seleções de futebol.

A engenharia

Esteve presente na sua vida até 1994, ano em que sai do Estoril para o Estrela da Amadora.

Depois já todos sabem a história. Bom trabalho na Reboleira e salta para as Antas, seguindo muitos outros palcos.

Cerca de 20 anos depois, ainda é chamado de engenheiro. Apesar do histórico 10 de julho de 2016 dizer, e provar, que a engenharia não era o seu futuro.

Imagens de marca

Seja com barba, bigode ou de cara limpa, sempre projetou a imagem de homem sério, austero, de sorriso pouco fácil, competente, de convicções fortes, conciliador. Católico praticante e de uma fé inabalável, como o próprio já admitiu em várias entrevistas.

Com o crucifixo no bolso – usa o mesmo há quase 30 anos -, o testemunho da sua fé, ficou presente nas primeiras palavras depois da final do Euro 2016, onde leu uma carta que escreveu várias semanas antes da competição iniciar. “Agradeço a Deus pai”.

A carreira de jogador

Fernando Santos é o segundo na linda de cima a contar da esquerda para a direita

Com pouco mais de 50 dias de idade, os pais levaram-no numa alcofa à inauguração do Estádio da Luz no dia 1 de dezembro de 1954.

O regresso acontece na altura de juvenil.

Mas a passagem dura pouco porque o seu pai não autorizava e o futebol não era visto com bons olhos.

Os estudos estavam em primeiro lugar.

Com 18 anos, entrou no Instituto Superior de Engenharia de Lisboa (ISEL) e conseguiu ser futebolista-estudante durante 5 anos.

Sem espaços no Benfica, vai para o Estoril a pedido de Jimmy Hagan que apreciava as suas qualidades.

Como jogador, não gostava muito de treinar. Agora que é treinador, adora fazê-lo.

“Reconheço que era bom jogador [era defesa, que jogava ao meio e à esquerda], mas tinha um problema, gostava pouco de treinar. Era daqueles que defendia que havia jogadores de treino e jogadores de jogo. Não era muito humilde, dava umas tangas para não treinar muito”, afirmou numa entrevista à “Sábado”.

Após acabar o curso no ISEL em 1977, o jovem defesa foi apenas jogador durante os dois anos seguintes, um no Estoril e outro no Marítimo. O porquê da mudança para a Madeira? “Ganhava 3 vezes mais. Tinha acabado de casar e era bom para a estabilidade da família”, disse em entrevista ao “Sol”.

A transição jogador-treinador

Voltou ao continente, e começou a trabalhar no Hotel Palácio, no Estoril, como director-técnico. Aqui foi o momento em que a engenharia esteve a ganhar ao futebol. Como jogador durante mais 5 anos e, depois, como treinador, sempre no Estoril, que levou até à primeira liga. Na transição do Estoril para a Amoreira, houve a vontade de desistir. Quando foi para o Estrela, ainda foi engenheiro em part-time no hotel, e passou a estar na mira de muitos clubes.

FC Porto

Um deles era o FC Porto. Onde sucedeu a António Oliveira. “O cavalo passa à porta uma vez e a gente monta ou não monta”, disse-lhe uma vez Pinto da Costa. Santos aceitou o convite, pediu uma licença sem vencimento no hotel e rumou ao norte no ano da Expo, 1998.

Nessa época, foi o “engenheiro do penta”, campeão nacional com os “dragões”, o único título de campão nacional que conquistou em clubes – nas Antas, ainda conquistou duas Taças de Portugal e duas Supertaças em 3 épocas.

O FC Porto seria o primeiro dos três “grandes” no seu CV. O único onde conquistou alguma coisa. Esteve uma época no Sporting (2003/04) e uma época e um jogo no Benfica (2006/07).

Grécia

Sempre depois de ter passado por cada um deles, encontrou refúgio na Grécia. As conquistas não foram muitas no AEK, Panathinaikos e PAOK – não é fácil romper o domínio do Olympiacos.

Santos deixou a sua marca de tal forma, que em 2010 foi considerado o melhor treinador da década na Grécia e foi nomeado selecionador dos helénicos, para substituir Otto Rehhagel, treinador campeão no Euro 2004.

Também não conquistou nenhum título.

Fica para a história, ainda assim, bons resultados.

A chegada a fases finais de um Europeu.

Mas também de um Mundial, de má memória.

Eliminação aos pés da seleção, sul-americanda, da Costa Rica nas grandes penalidades.

Não renovou com a Grécia. Os dias de Paulo Bento iriam terminar depois do Mundial no Brasil e Santos foi a escolha consensual para o cargo.

Fernando Santos com a Taça de campeão europeu 2016
Fernando Santos com a Taça de campeão europeu 2016

Portugal

Já no papel de selecionador de Portugal, Fernando Santos recuperou muitos jogadores que tinham saído.

Lançou novidades e, com grande pragmatismo conseguiu fazer o seu caminho. Qualificação, fase de grupos, jogos a eliminar e final.

“Só volto no dia 11”, era a sua convicção após o empate com a Islândia no Euro 2016.

Agora no Euro 2020, vamos ver o que acontece. O céu é o limite. E os 26 convocados são estes.