Em resposta à Superliga, a UEFA vai reformar a Liga dos Campeões.

A mudança mais notória é a eliminação da fase de grupos e a criação de uma liga, como se fosse um campeonato nacional.

Se a concorrência é agressiva, convém subir o nível, é assim a fórmula, quase generalizada, para qualquer negócio e com esta premissa que a UEFA responde à criação da Superliga Europeia.

Uma competição que os responsaveis deste organismo apelidaram de “elitista”.

A Liga dos Campeões vai mudar!

Apesar de haver alguns detalhes ainda em equação, já há certezas que a partir de 2024, uma reforma profunda na principal prova de clubes do planeta vai avançar.

Como já foi referido, a mudança mais evidente é a eliminação da fase de grupos para passar a ser jogada uma liga.

Serão 36 equipas, ao invés das atuais 32, que vão defrontar 10 adversários diferentes – em vez dos 6 como no formato em vigor.

Quem joga contra quem?

O ranking é mandatório. As equipas serão divididas em 4 níveis e cada uma jogará contra um certo número de adversários de cada um dos quatro escalões.

Terminados os 10 jogos, apuram-se directamente para os oitavos-de-final os 8 primeiros classificados.

Mas faltarão mais 8 equipas que serão decididas por num playoff a ser jogados, a duas mãos, pelas formações classificadas entre o 9º e o 24º lugares.

Desta forma, o 9º classificado jogará contra o 24º, o 10º com o 23º e assim sucessivamente.

E os acessos?

Continua igual. Será feito através do desempenho nos campeonatos nacionais, mas há uma novidade: haverá 2 vagas a serem ocupadas por 2 equipas que não se qualificaram para a competição.

Mas como são escolhidas?

Boa pergunta leitor. A resposta é muito simples, e até curiosa. Serão as duas com os coeficiente mais altos nos 5 anos anteriores, entre as que tenham estado, no mínimo, na qualificação de uma prova europeia.

ue seja improvável, pode acontecer, por exemplo, que uma equipa que se tenha qualificado para a Liga Conferência – terceira prova da UEFA, a estrear já em 2021/22 – possa, em virtude do coeficiente dos anos anteriores, ser chamada a participar nesta nova Liga dos Campeões.

Em suma, é a UEFA a premiar a regularidade europeia em prol, quiçá, de uma época num qualquer campeonato doméstico.